Pesquisa revela modificação dietética que potencializa a performance cognitiva.

Um novo estudo divulgado na Scientific Reports indica que o aumento da ingestão de cobre através da alimentação pode auxiliar na preservação das funções cognitivas em idosos. A pesquisa, que envolveu mais de 2 mil pessoas com 60 anos ou mais, mostrou que aqueles com níveis moderados de consumo de cobre se saíram melhor em testes de memória, atenção, raciocínio e linguagem.

Parte da Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição dos EUA (NHANES), o estudo enfatiza a importância do cobre como um nutriente vital para o adequado funcionamento cerebral. Os autores destacam que o cobre desempenha papéis essenciais em mecanismos como a defesa antioxidante, a produção de neurotransmissores e o metabolismo energético, fatores-chave para a saúde do cérebro, especialmente em idades mais avançadas.

Os efeitos positivos do mineral foram ainda mais acentuados entre os participantes que já tinham sofrido um acidente vascular cerebral (AVC), sugerindo um potencial efeito protetor do cobre na recuperação ou preservação da cognição após eventos neurológicos.

Ovo e brócolis são alguns dos alimentos ricos em cobre – Thai Liang Lim/istock

Fontes de cobre na alimentação

Diferente de suplementos, que devem ser utilizados com cautela, os benefícios cognitivos observados neste estudo originaram-se do cobre adquirido por meio da dieta. A boa notícia é que muitos alimentos comuns e acessíveis são boas fontes desse mineral. Confira algumas opções:

  • Fígado de boi
  • Ovos
  • Castanha de caju
  • Castanha-do-pará
  • Gergelim e linhaça
  • Coentro
  • Chocolate meio amargo
  • Brócolis
  • Cogumelos

Incorporar esses alimentos de forma equilibrada na rotina pode ser uma estratégia eficaz para manter o cérebro ativo, especialmente com o avanço da idade.

Importância do consumo equilibrado

Embora a pesquisa tenha apontado benefícios com níveis moderados de ingestão de cobre, é crucial ressaltar que o excesso desse mineral pode ser prejudicial. Portanto, o ideal é manter uma alimentação balanceada e variada, com base em alimentos naturais e sempre sob orientação profissional quando necessário.

Diante do aumento das ocorrências de demência e declínio cognitivo no mundo, intervenções simples, como ajustes na dieta, podem se revelar grandes aliadas na promoção de um envelhecimento saudável e de uma melhor qualidade de vida.

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