Um estudo publicado na revista BMC Microbiome indicou que o consumo de frutas cítricas está ligado a um menor risco de depressão.
A pesquisa avaliou dados de 32.427 mulheres ao longo de 14 anos (2003-2017), examinando a conexão entre dieta, microbioma intestinal e saúde mental. As participantes informaram a frequência de consumo de frutas, variando de nenhuma até seis ou mais porções diárias, incluindo toranjas, laranjas e seus sucos.
Além de considerar outros fatores alimentares, o estudo questionou os participantes, a cada dois anos, sobre diagnósticos prévios de depressão e uso de antidepressivos.
Detalhes do estudo
O estudo investigou os efeitos de uma maior ingestão de frutas cítricas no microbioma intestinal e, em seguida, analisou as espécies microbianas relacionadas à depressão. Os pesquisadores identificaram 2.173 casos de depressão entre as 32.427 mulheres no período de 2003 a 2017.
Os resultados revelaram que, em comparação com aquelas que consumiam menos frutas cítricas, as participantes que tinham maior ingestão apresentaram um risco 22% menor de desenvolver depressão.
Em seguida, o estudo avaliou se a redução no risco de depressão poderia ser atribuída ao consumo de “frutas totais” e “vegetais totais”, além das frutas cítricas.
Os achados sugerem que o efeito é específico das frutas cítricas. Os pesquisadores enfatizam que a relação entre microbioma intestinal e saúde mental é um campo promissor, sugerindo que modificações na dieta podem ajudar na prevenção da depressão.
