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Aos 30 anos, a fisioterapeuta Miriã dos Santos, residente em Suzano (SP), mistura teoria e prática ao ensinar e praticar pilates.
Ela é instrutora há mais de quatro anos e descobriu a técnica por necessidade própria, devido a dores na coluna que os medicamentos não conseguiam aliviar.
“Eu sentia muitas dores nas costas, e os remédios não estavam surtindo efeito. A dor era na região central da coluna, na parte torácica. E o pilates me ajudou enormemente”, compartilha em uma entrevista à Catraca Livre.
Quais são os benefícios do pilates?
Engana-se quem pensa que o pilates é apenas para alongamento. Miriã enfatiza que a técnica é reconhecida como uma forma de atenção primária à saúde, sendo eficaz tanto para alívio de dores quanto para prevenção.
“O pilates é um método de condicionamento físico que integra corpo, mente e espírito. Trabalha alongamento, fortalecimento muscular, alinhamento da coluna, alívio de dores, consciência corporal, equilíbrio e respiração, além de promover socialização,” explica.
Ela ressalta que, embora muitos procurem ajuda somente após sentirem dor, o ideal é iniciar a prática antes do surgimento dos problemas.
Além disso, Miriã sublinha a relevância da respiração: “A respiração é um dos pilares do pilates. É fundamental aprender a respirar corretamente para evitar lesões musculares durante os exercícios e garantir a oxigenação necessária.”
O pilates ajuda na dor nas costas?
Segundo Miriã, 80% dos seus pacientes e alunos chegam ao pilates com algum tipo de problema na coluna vertebral, como hérnias de disco ou escoliose.
Essas pessoas frequentemente chegam até ela por meio de recomendações médicas, familiares ou informações em redes sociais.
“Elas buscam o método visando alívio da dor e reabilitação. Como fisioterapeuta, acredito que o pilates trata não apenas as dores nas costas, mas também problemas corporais de forma integral. É mais do que um alívio passageiro, é um tratamento eficaz,” afirma.
A profissional menciona que a prática é recomendada para pessoas de todas as idades, desde crianças (a partir de sete anos) até idosos, além de pacientes com condições neurológicas e ortopédicas.
“É um método de reabilitação que oferece qualidade de vida a todos. O pilates não é apenas um alívio temporário, mas um tratamento eficaz para dores e disfunções.”
Visão como praticante
Além de ensinar, Miriã pratica pilates desde o início de sua carreira. Ela menciona que seu diagnóstico de hipercifose, uma curvatura acentuada na coluna torácica, motivou seu interesse pela técnica.
Na adolescência, devido à timidez, Miriã adotou uma postura encurvada, com os ombros fechados para dentro.
A prática melhora significantemente a postura, e Miriã é uma prova viva disso: “Minha corcunda era bem evidente, mas hoje não tenho mais.”
Outro motivo que a levou a fazer pilates foi a necessidade de experiência prática para ensinar adequadamente.
“Uma instrutora de pilates precisa entender na prática quais músculos são trabalhados antes de aplicar o método. Por isso, treino diariamente os exercícios que utilizo com meus alunos,” afirma.
Tratamentos combinados podem ser necessários
Miriã destaca que, embora o pilates ofereça alívio, o resultado não depende apenas do instrutor.
“Pilates, por si só, não faz milagres. Nós, instrutores e fisioterapeutas, estabelecemos um diálogo com nossos alunos, que também precisam se dedicar,” esclarece.
Os alunos costumam frequentar aulas de pilates duas vezes por semana, com duração de 50 minutos, sendo recomendadas outras atividades físicas nos demais dias, como caminhadas.
Ademais, Miriã enfatiza que, para o tratamento ser eficaz, é essencial manter uma alimentação saudável, hidratação adequada e um estilo de vida ativo.
“Normalmente, pacientes com dor crônica enfrentam crises de dor. Nosso objetivo é minimizar essas crises. Com um bom alinhamento entre aluno e instrutor, a dor tende a desaparecer.”
Além disso, Miriã explica que, ao receber um novo aluno, é realizada uma avaliação detalhada, também conhecida como aula avaliativa. A partir dessa avaliação, decide-se se o pilates será eficaz ou se será necessário integrar outras terapias.
“Se a dor estiver em sua fase aguda, recomendaremos terapias complementares, como acupuntura, RPG (Reeducação Postural Global), massoterapia ou liberação miofascial, dependendo da avaliação física e da intensidade da dor,” conclui.
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