Embora o arroz seja um alimento básico na dieta de milhões de pessoas, seu preparo e armazenamento exigem cuidados especiais. Especialistas alertam que este alimento pode conter esporos da bactéria Bacillus cereus, que sobrevivem ao cozimento.
No TikTok, o chef Joshy Jin compartilhou um vídeo explicando que o arroz é frequentemente considerado “difícil” de lidar quando se trata de sobras.
Ele mencionou que, após o cozimento e resfriamento do arroz, essas bactérias podem começar a se multiplicar. Portanto, é crucial armazenar o arroz restante em um local refrigerado, como a geladeira, o mais rápido possível após o preparo.
Aquecimento não elimina o risco
Muitas pessoas acreditam que aquecer o arroz no micro-ondas ou na panela elimina os riscos. Contudo, o problema não reside nas bactérias em si, mas nas toxinas que elas produzem — que são insípidas, inodoras e invisíveis. Essas toxinas permanecem ativas mesmo após serem reaquecidas, podendo causar vômitos, diarreia e mal-estar.
Como armazenar arroz cozido de forma segura
Segundo o chef Joshy Jin e instituições de segurança alimentar, como a Agência de Padrões Alimentares (FSA), o melhor é consumir o arroz fresco. Porém, se precisar guardar as sobras, siga estas orientações:
- Espalhe o arroz em um prato raso para que ele esfrie rapidamente (em torno de 10 minutos);
- Coloque-o na geladeira o quanto antes;
- Consuma em até dois dias.
Riscos e sintomas da intoxicação alimentar por arroz
A intoxicação alimentar causada pelo Bacillus cereus costuma ser leve, com recuperação em até uma semana. No entanto, em casos raros, pode haver complicações sérias, incluindo falência de órgãos, o que ressalta a importância de evitar o consumo de arroz que não foi armazenado corretamente.
A principal dica é preparar apenas a quantidade necessária para cada refeição. Para pratos como arroz frito, onde as sobras podem ser reaproveitadas, o armazenamento adequado é fundamental. No entanto, sempre que possível, prefira o arroz fresco para garantir mais sabor e segurança alimentar.
