A síndrome mão-pé-boca é uma enfermidade comum entre crianças, especialmente aquelas com até cinco anos, e se manifesta frequentemente durante o período escolar. Altamente contagiosa, essa infecção é provocada pelo vírus da família Coxsackie e é marcada pelo aparecimento de pequenas bolhas ou feridas na boca, nas mãos e nos pés, o que pode impactar a alimentação e a saúde bucal dos pequenos.
De acordo com Natália Cristina Ruy Carneiro, professora de Odontologia na Faculdade Anhanguera, a infecção normalmente apresenta uma evolução benigna e autolimitada, porém requer atenção especial de pais ou responsáveis, especialmente no que se refere à higiene oral e à hidratação das crianças.
“As lesões na boca podem ser dolorosas e dificultar a ingestão de alimentos ou a escovação, tornando essencial o suporte profissional para evitar complicações como desidratação, infecções secundárias e agravamento do quadro”, explica.
Sinais e sintomas da síndrome mão-pé-boca
Os principais sinais e sintomas incluem:
- Febre alta nos primeiros dias;
- Dor de garganta;
- Perda de apetite;
- Feridas na mucosa oral, palato, língua e gengivas;
- Erupções avermelhadas nas mãos, pés e, ocasionalmente, nas nádegas.
Modos de transmissão da síndrome mão-pé-boca
A doença se espalha por meio do contato direto com saliva, secreções nasais, fezes ou objetos contaminados. Assim, o isolamento temporário da criança e a higiene constante de brinquedos, mamadeiras e superfícies são essenciais para evitar a disseminação.
Cuidados a serem tomados
Durante a doença, Natália Cristina Ruy Carneiro ressalta que mesmo com a sensibilidade, a higiene bucal deve ser mantida. Além disso, é crucial seguir algumas orientações:
- Utilizar escovas com cerdas ultra macias e creme dental de sabor neutro;
- Evitar bochechos com enxaguantes alcoólicos;
- Oferecer alimentos frios e pastosos, como purês, iogurtes e sorvetes naturais, para aliviar o desconforto;
- Evitar alimentos ácidos;
- Incentivar a ingestão de líquidos gelados para garantir a hidratação.
- Continuar com a amamentação. O leite materno não só ajuda na hidratação, mas também traz benefícios à imunidade da criança.
“Uma higiene bucal cuidadosa ajuda a prevenir infecções secundárias nas lesões da boca. Além disso, alimentos mais neutros e frios podem proporcionar alívio, enquanto opções quentes, ácidas ou crocantes devem ser evitadas nesse período”, enfatiza.
Quando buscar atendimento médico
Se a criança apresentar febre persistente, recusa de alimentação ou sinais de desidratação, é fundamental buscar orientação médica. Não existe um tratamento específico para a doença, mas o acompanhamento pediátrico e odontológico pode ajudar a minimizar os sintomas e acelerar a recuperação.
Por Priscila Dezidério
