A síndrome da pressa manifesta-se através de comportamentos apressados e ansiosos, levando os indivíduos a agir de maneira urgente em situações que não requerem tal imediata atenção. Embora não seja reconhecida como uma doença, essa condição pode resultar em problemas de saúde física e mental, incluindo ansiedade, dificuldades de concentração e doenças cardíacas.
“A primeira descrição dessa síndrome foi feita pelos cardiologistas Meyer Friedman e R. H. Rosenmann em 1979. Eles observaram que pacientes com alto risco de doenças cardiovasculares apresentavam características comuns, como estresse, perfeccionismo, controle excessivo, impulsividade, impaciência, alta vigilância, e possível hostilidade e raiva”, explica o Dr. José Luis Leal de Oliveira, psiquiatra do Grupo Kora Saúde.
Sintomas da síndrome da pressa
Além do estresse, impaciência, impulsividade, hostilidade, raiva, perfeccionismo, irritabilidade e comportamentos acelerados, a síndrome da pressa também pode causar:
- Dores de cabeça;
- Problemas digestivos;
- Insônia;
- Tensão muscular;
- Cansaço físico.
Causas da síndrome da pressa
Embora não haja uma causa específica identificada para a síndrome da pressa, alguns fatores podem atuar como potenciais gatilhos, como excesso de trabalho, mudanças organizacionais frequentes, altas metas e hiperconectividade.
Ademais, a falta de autocuidado pode impactar significativamente a saúde mental, levando ao surgimento da síndrome. “Algumas pessoas acreditam que momentos de descanso, tempo com familiares e amigos, ou a prática regular de atividades físicas são irrelevantes e que prejudicam a produtividade no trabalho”, alerta o Dr. José Luis Leal de Oliveira.
Consequências para a saúde
Além dos sintomas físicos e mentais, a síndrome da pressa pode ter várias implicações na vida dos indivíduos. O psiquiatra do Grupo Kora Saúde destaca algumas delas:
- Perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas;
- Isolamento social;
- Lapsos de memória;
- Aumento do risco de doenças psiquiátricas;
- Diabetes;
- Hipertensão arterial;
- Cardiomiopatias.
O Dr. José Luis Leal de Oliveira comenta que essas consequências físicas surgem, pois a síndrome eleva os níveis de cortisol (hormônio do estresse) e reduz a imunidade.
Tratamentos para a condição
Se a síndrome da pressa não resultou em quadros psiquiátricos, os tratamentos geralmente envolvem mudanças nos hábitos diários e na forma de encarar desafios cotidianos. O autoconhecimento e a autorregulação do estresse também são fundamentais para a melhora.
Entretanto, se a síndrome provocou problemas psiquiátricos, como ansiedade e depressão, o tratamento pode incluir psicoterapia e medicação. Em todas as situações, é essencial consultar um psicólogo e/ou psiquiatra antes de iniciar qualquer intervenção.
Para que o tratamento seja eficaz, é crucial que o indivíduo adote um estilo de vida saudável, que compreenda a prática de atividades físicas, higiene do sono e uma alimentação equilibrada.
