Novo estudo revela indícios precoces de Alzheimer até 25 anos antes do diagnóstico.

Dificuldade de locomoção pode ser o primeiro sinal da doença de Alzheimer – iStock/Makhbubakhon Ismatova

Um estudo recente da University College London (UCL) identificou um sinal precoce da doença de Alzheimer que pode aparecer até 25 anos antes do diagnóstico clínico. A pesquisa sugere que dificuldades de locomoção e a desorientação espacial, como se perder ao caminhar, podem ser os primeiros indícios da doença, muito antes dos sintomas mais comumente associados, como a perda de memória.

A investigação, que utilizou testes com capacetes de realidade virtual para avaliar a orientação espacial de indivíduos, revelou que aqueles com maior risco de demência enfrentaram dificuldades nessas tarefas. Esses achados abrem a possibilidade de um diagnóstico precoce, permitindo intervenções em fases iniciais da doença.

A relevância do diagnóstico precoce para Alzheimer

Diagnósticos precoces da doença são extremamente importantes, especialmente com o avanço de novas terapias. Medicamentos como lecanemab e donanemab, que estão em fase de testes para o tratamento do Alzheimer, demonstram maior eficácia nas fases iniciais da enfermidade, ajudando a eliminar aglomerados de proteínas amiloides no cérebro. No entanto, esses tratamentos também podem apresentar riscos, como a redução do tamanho cerebral, o que requer cuidado.

Além disso, os pesquisadores da UCL acreditam que a identificação desses sinais iniciais pode proporcionar um diagnóstico mais preciso e permitir que os portadores de Alzheimer recebam tratamentos mais eficazes antes que a condição se agrave.

Como prevenir o Alzheimer: dicas essenciais

Estudos mostram que a prevenção do Alzheimer está relacionada a hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos e mentais, além de manter uma vida social ativa. Evitar o tabagismo, controlar o estresse e garantir uma boa qualidade de sono também são fundamentais para diminuir o risco dessa doença neurodegenerativa. Clique aqui para saber mais.