Bactérias intestinais podem estar ligadas a casos de depressão

Numerosos cientistas têm explorado a relação entre o intestino e o cérebro na busca por conexões significativas. Pesquisas indicam que as bactérias intestinais podem estar ligadas à depressão em algumas pessoas.

A descoberta mais recente sobre esse tema foi publicada em 2022 na revista Nature Communications. Em um estudo observacional, os pesquisadores identificaram 13 tipos específicos de bactérias intestinais associadas a transtornos mentais.

Os autores do estudo ressaltam que bactérias dos gêneros Eggerthella, Subdoligranulum, Coprococcus, Sellimonas, Lachnoclostridium, Hungatella, Ruminococcaceae, Lachnospiraceae UCG-001, Eubacterium ventriosum e Ruminococcus gauvreauii estão fortemente associadas a táxons microbianos que influenciam a depressão.

Para essa pesquisa, os cientistas da Oxford Population Health e da Holanda analisaram dados sobre o microbioma fecal de 3.211 indivíduos de diferentes etnias.

Nos últimos anos, pesquisadores descobriram que o intestino tem um papel crucial na saúde mental – AlonzoDesign/istock

Qual é a explicação para a ligação entre intestino e depressão?

Os cientistas acreditam que essas bactérias influenciam os níveis de neurotransmissores relacionados à depressão, como glutamato, butirato, serotonina e ácido gama-aminobutírico (GABA).

Os autores do estudo esperam que esses resultados possam auxiliar médicos no diagnóstico e tratamento da depressão.

A proposta é que eles busquem essas bactérias intestinais específicas e observem outros sinais de depressão, para estabelecer um plano de tratamento que pode incluir determinados probióticos e modificações na dieta, potencialmente ajudando na recuperação.

Sintomas da depressão

A depressão é um transtorno mental que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e pode se manifestar de várias maneiras. Os principais sintomas incluem:

  • Alterações no humor: tristeza persistente, desesperança e irritabilidade.
  • Fadiga e perda de energia: sensação constante de cansaço, mesmo sem esforço físico significativo.
  • Distúrbios do sono: insônia ou hipersonia.
  • Mudanças no apetite: perda ou aumento significativo do apetite, resultando em variações de peso.
  • Dificuldade de concentração: problemas para tomar decisões e manter a atenção.
  • Perda de interesse: falta de motivação para atividades antes prazerosas.
  • Sintomas físicos: dores sem explicação aparente, como dores de cabeça e corporais.
  • Pensamentos negativos: sentimentos de culpa excessiva e, em casos mais graves, pensamentos suicidas.
Depressão pode aumentar o risco de outras doenças.
Sintomas da depressão afetam significativamente a qualidade de vida.