7 elementos que afetam negativamente a qualidade do sono

Uma boa noite de sono é crucial para manter a saúde física e mental em harmonia. O descanso adequado permite que o corpo recupere suas energias, fortaleça o sistema imunológico e regule funções essenciais como memória e concentração. Além disso, ajuda no controle emocional e na diminuição do estresse. Portanto, é fundamental prestar atenção aos hábitos e possíveis problemas que podem impactar a qualidade do sono. Confira!

1. Dor crônica

O médico André Leão, especialista em dor crônica, ressalta que a dor e a insônia estão interligadas. “A dor dificulta o início do sono, fragmenta a noite e torna o descanso superficial e não reparador. No dia seguinte, a falta de sono sensibiliza o cérebro em relação à dor. É um ciclo vicioso em que um problema alimenta o outro”, alerta.

2. Estresse financeiro

O médico Gleison Guimarães, especialista em sono e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica que as pressões econômicas são um dos principais fatores que desencadeiam a insônia. “Quando a pessoa vive sob constante tensão, o cérebro ativa áreas relacionadas ao medo e à antecipação de ameaças. Isso leva o corpo a produzir mais cortisol e adrenalina, dificultando o início e a manutenção de um sono profundo”, afirma.

3. Alimentação inadequada

A nutricionista Laíta Babio, do Espaço Hi em São Paulo, destaca que a dieta influencia diretamente a qualidade do descanso. “O consumo excessivo de cafeína, álcool, alimentos ultraprocessados e açúcares simples pode fragmentar o sono e dificultar o adormecer. Por outro lado, refeições leves com proteínas magras, carboidratos integrais e alimentos ricos em triptofano, como leite morno, banana e oleaginosas, favorecem um sono mais profundo e restaurador”, explica.

4. Exercícios em horários inadequados

A prática regular de atividades físicas é benéfica para o sono, mas pode ser prejudicial se realizada em horários impróprios. “Exercícios muito intensos próximos à hora de dormir elevam a temperatura corporal e ativam o sistema nervoso, liberando adrenalina. Isso dificulta o relaxamento necessário para adormecer”, afirma o médico Felipe Cezar, especialista em medicina esportiva.

A luz azul emitida pelos eletrônicos reduz a produção de melatonina, prejudicando o sono (Imagem: goffkein.pro | Shutterstock)

5. Uso excessivo de eletrônicos

A exposição ao longo das telas pode prejudicar o sono. “A luz azul de celulares, tablets e computadores inibe a produção de melatonina, o hormônio que regula o sono. O ideal é desligar os aparelhos ao menos uma hora antes de dormir e adotar um ritual de relaxamento noturno”, recomenda o médico Gleison Guimarães.

6. Ambiente inadequado

O local onde dormimos pode influenciar significativamente na qualidade do sono. Para o médico André Leão, pequenos ajustes podem fazer grande diferença. “Temperaturas elevadas, ruídos constantes e colchões desconfortáveis interrompem o sono. Criar um ambiente silencioso, escuro e bem ventilado é essencial para melhorar a qualidade do descanso”, observa.

7. Falta de rotina

Dormir e acordar em horários irregulares desregula nosso relógio biológico. O médico Gleison Guimarães enfatiza que a disciplina é fundamental no tratamento da insônia. “Manter horários regulares para dormir e acordar, mesmo nos fins de semana, ajuda a sincronizar o ritmo circadiano. A exposição à luz natural pela manhã também é importante para regular o relógio interno”, acrescenta.

O sono é um dos pilares da saúde e deve ser preservado. “Não é suficiente tratar a insônia apenas com medicamentos; é preciso entender e corrigir os fatores que interferem no descanso. Um sono de qualidade resulta de um equilíbrio físico, emocional e ambiental”, conclui o especialista.

Por Sarah Monteiro