A doação de órgãos é um ato de solidariedade que pode transformar a dor da perda em esperança de vida para aqueles que aguardam por um transplante. Contudo, apesar da sua relevância, ainda persistem muitos mitos e desinformações sobre o assunto, levando algumas famílias a hesitar em realizar esse gesto generoso.
Para esclarecer os principais equívocos e verdades acerca da doação de órgãos, Raquel San Borato, professora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, apresenta algumas informações. Confira!
1. Doar órgãos prejudica o corpo
Mito. De acordo com Raquel San Borato, um dos mitos mais comuns é que a doação de órgãos prejudica o corpo após a morte. “Isso não é verdade. O processo de captação é realizado por equipes médicas especializadas, de maneira ética e respeitosa, preservando a integridade do corpo do doador”, esclarece.
2. Apenas pessoas jovens e saudáveis podem doar
Mito. Outra dúvida frequentemente levantada é sobre a idade ou estado de saúde do doador. “Não é verdade que apenas jovens e saudáveis podem doar. Qualquer pessoa, independentemente da idade, pode ser um potencial doador. A avaliação médica é minuciosa e define, com base em critérios técnicos, quais órgãos e tecidos podem ser aproveitados”, explica a professora.
3. É necessário informar à família sobre a intenção de ser um doador
Verdade. Raquel San Borato ressalta a importância de comunicar à família a intenção de ser um doador de órgãos. “No Brasil, o consentimento da família é obrigatório. Portanto, dialogar sobre a vontade de doar é tão relevante quanto realizar o cadastro como doador”, orienta.
4. O diagnóstico de morte encefálica é estritamente rigoroso e seguro
Verdade. A profissional enfatiza que o diagnóstico de morte encefálica é um procedimento médico rigoroso, regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e confirmado por exames e laudos de especialistas. “Esse processo garante total segurança e seriedade antes de qualquer decisão sobre a doação”, complementa.
5. Um doador pode salvar até oito vidas
Verdade. A doação de órgãos realmente salva vidas. “Um único doador pode beneficiar até oito pessoas e ainda melhorar a qualidade de vida de muitos outros por meio de transplantes de tecidos, como córneas e ossos. Informações corretas e conscientização são essenciais para aumentar o número de doadores”, conclui Raquel San Borato.
Por Bianca Lodi Rieg
